sexta-feira, 18 de novembro de 2011

BH CONTINUA SEM CONSULADO AMERICANO.

Mineiros interessados em viajar para os Estados Unidos vão ter de continuar a fazer escala obrigatória em São Paulo, Rio de Janeiro, Recife ou Brasília. Embora a presença mineira seja maciça em território norte-americano, o país do Tio Sam não prevê abertura de um consulado na capital. A unidade dispensaria a necessidade de os mineiros enfrentarem longas distâncias para conseguir o visto de entrada no país. A notícia foi dada na terça-feira pelo cônsul-geral dos EUA no Rio de Janeiro, Dennis W. Hearne, durante a abertura da Feira de Inovação Tecnológica Inovatec, no Expominas, no Bairro Gameleira, na Região Oeste de BH. Os Estados Unidos são a nação âncora da sexta edição do evento.


Cônsul-geral dos EUA, Dennis Hearne, diz que restrições impedem abertura de unidade na capital








Em contrapartida, a embaixada está se desdobrando para agilizar o tempo de espera para tirar a licença de entrada no país – que demora em média 120 dias, atualmente – e comemora recorde de emissão de vistos para brasileiros. Apenas no ano passado, foram 472 mil permissões, quantidade 40% superior à de 2008. Apesar de não ter dados precisos, Dennis Hearne garante que os mineiros representam boa parte desse contingente. “Desde 2007, o número de vistos para mineiros tem dobrado. Um consulado em Belo Horizonte faria todo sentido, tanto do ponto de vista consular quanto comercial. BH está no topo de uma potencial lista de consulados. Mas estamos vivendo no momento muitas restrições econômicas, limitando nossas opções em termo de expansão”, afirma.

O cônsul dá a dimensão da ligação entre os EUA e o Brasil. “São Paulo é o posto consular que mais emite vistos diariamente em qualquer lugar do mundo. São cerca de 1,2 mil por dia. No Rio de Janeiro, são em média 1 mil. O Brasil está entre os quatro países com maior presença nos Estados Unidos, ao lado do México, China e Índia”, diz Hearne, ponderando que, com a expansão da classe média, o desejo de viajar está em pleno crescimento. Ele ainda ressalta que o número de recusados abaixou diante das finalidades legítimas de viagens, como turismo, negócios e intercâmbio estudantil. “Temos identificado menos o propósito de ir aos EUA à procura de uma nova vida.”

Diante do aumento na emissão de vistos, o esforço agora tem sido de diminuir o tempo de espera para conseguir a permissão. Uma das ações importantes, segundo Hearne, foi acordo bilateral assinado entre os dois países, este ano, que aumenta de cinco para 10 anos a duração de várias categorias de visto, além de tornar a licença mais flexível. “É possível agora tirar um visto que dá tanto para uma visita de lazer quanto de negócios”, afirma.

Outra medida foi a criação de diversas modalidades que dispensam longo tempo de espera até o dia da entrevista com o diplomata, requisito básico para a retirada do visto. Para viagens a negócios e de programas de trabalho, a espera é de quatro dias. Em caso de turismo, com o aval da Associação Brasileira de Agências de Turismo, a demora é de uma semana. Crianças abaixo de 14 anos cujos pais já tem visto e idosos acima de 80 anos não precisam esperar, assim como alguns empresários. Atletas e artistas precisam esperar um dia para serem entrevistados.

Fonte: Portal UAI

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